sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021
Um cartola polido
quarta-feira, 16 de dezembro de 2020
Velasco, o "Mureno" de fé
Nas belas manhãs e nas tardes que se prolongavam pela noite e às vezes até invadindo a madrugada, era um dia prazeroso, passar o domingo no sítio de Fernando Velasco, que ficava na Estrada do Uriboca, em Marituba.
Uma autentica confraternização de amigos que mais parecia uma grande e harmoniosa família. Tudo era só alegria. E “bebemorações” com fartura de iguarias. Que até o dono da casa contribuía descascando as batatas para adiantar os serviços da cozinha. Com aquela serenidade que era uma marca forte em seu temperamento.
Na piscina rústica e não tão funda, a criançada fazia sua festinha particular. Algazarra que se misturava às conversas entre os adultos. Os mais assíduos, além da minha família : Ronaldo Bandeira e a esposa, Bernardino Santos e sua Eliete; Rubens, o irmão dele, Claudionor Vieira, Walcy Monteiro, Ronaldo Franco, Valdir Fiok, Ary Monteiro, Luiz Negrão, Carlos Garcia, e tantos outros, além dos familiares de Velasco e da esposa, Marlene.
Ninguém tinha pressa pra nada. A casa, ou melhor, o sítio, era um prolongamento de nossos lares como se fosse uma grandiosa festa de arraial. Comida e bebida estavam à disposição. Era só servir-se à vontade. Velasco era uma pessoa que cultivava amizades e sabia preservá-las. Um cara bacana. Conciliador, espontâneo e sincero. Por isso, na política foi preterido algumas vezes para cargos majoritários pela causa maior do MDB velho de guerra, desde a sua fundação, no começo da longa ditadura militar. Era o partido opositor ao regime militarista que dominou o país por mais de 20 anos.
Vereador metropolitano em dois mandatos, deputado federal, vice-prefeito de Belém, presidente do instituto de Terras do Para (ITERPA) por duas vezes, além de funcionário do Basa por longo tempo, Fernando Velasco partiu ontem, para se encontrar com a companheira de mais de 50 anos de casados. Ela faleceu há pouco mais de um ano e meio.
Deixa um imenso vazio em quantos tiveram a sorte de privar de sua longa e benfazeja amizade. Velasco e Marlene nasceram para ficar juntos para sempre. E que assim seja no outro plano da vida.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2020
Remo, bi campeão paraense – 1978
Este time do Remo que se sagrou Bi-campeão paraense em 1978, foi um dos melhores de quantos disputaram a Primeira Divisão Brasileira, isso desde 1972 quando o Leão Azul fez seu debut na competição.
Aparecem na foto, da esquerda para a
direita, em pé: China, Dico, Marajó, Dutra, Aderson e Clóvis. Agachados, na
mesma ordem; Paulinho, Zezinho Capixaba, Mesquita, Bira (recentemente falecido)
e Júlio César.
quarta-feira, 25 de novembro de 2020
Maradona vs Pelé
De primeira devo dizer que considerava Di Stéfano o melhor jogador argentino de todos os tempos. Falo com alguma experiência de vida... Pouquíssimo abaixo de Pelé.
Mas o assunto é a morte de Maradona. Quase inesperada pelo muito que já passara anterior à recente cirurgia no cérebro. As sequelas pelo uso de drogas por algum tempo foram agudas. E, pode-se mesmo dizer, a causa de sua morte prematura, mesmo tendo chegado aos 60 anos. Para os padrões etários de hoje, contudo, era possível considera-lo como um jovem senhor.
Em um comentário na revista Placar de alguns anos atrás, um dos colunistas da revista esportiva analisou a dúvida sobre quem teria sido melhor: Pelé ou Maradona. E colocou como termômetro dessa discussão, o ciclo de cada um dos dois craques. Quanto ao futebol praticado, logicamente. E sem tantos rodeios ou atalhos para citar Maradona, justificou a época em que Pelé jogou, quando a visibilidade não era comparável ao tempo do craque argentino. A televisão no Brasil, em termos de futebol das grandes equipes restringia-se ao Rio e São Paulo. Em Belém, por exemplo, só se via os grandes craques nos jornais de curta duração que antecediam a exibição dos filmes nos melhores cinemas da época. Afora isso, só nos esporádicos amistosos quando os times famosos vinham em temporadas por aqui, jogar contra os três maiores clubes paraenses: Remo, Paissandu e Tuna. Ou em partidas das extintas seleções estaduais, realizadas bienalmente.
Se Pelé tivesse tido a mesma exposição no auge de sua carreira 1958/ 1970, o favoritismo quase absoluto seria seu. Não à toa foi merecedor dos maiores galardões mundiais do futebol. Inclusive intitulado Rei, que os franceses lhe tributaram em manchete do jornal Le Figaro.
O legado de Maradona é inegável. Com maior empatia, talvez, por seu engajamento político. E o uso de drogas, uma tisna em sua carreira brilhante.
Pelé, bem mais velho, paga no outono da vida, a cobrança implacável por sua alienação aos destinos do país, principalmente no tempo da ditadura militar. Além de fatos familiares que só deveriam ser um pertencimento pessoal. É o preço por vezes imensurável que a fama exige dos que alcançam o panteão da glória.

"Com certeza um dia vamos bater uma bola juntos lá no céu", disse Pelé, em homenagem à Maradona.
sábado, 21 de novembro de 2020
terça-feira, 10 de novembro de 2020
Pelé profético
A capa -desta revista é de 1994. Pelé tinha, à época, 54 anos. Mas já tinha noção do que sofreria ainda mais no futuro. Como agora ao chegar aos 80 anos. Os brasileiros com seu complexo de vira-lata, como dizia Nelson Rodrigues, encontraram no Rei, já idoso, o repositório de suas idiossincrasias contra o caráter do Atleta do Século. E haja pedras em cima de quem só fez projetar o nome do Brasil pelo mundo. O ser humano Pelé, é uma pessoa como qualquer outra em acertos e erros. Nada pode encobrir seus vacilos fora de campo, é verdade, mas também nada deve deve servir como desculpa para empanar sua gloriosa carreira como jogador de futebol. A de Melhor Jogador do Mundo. Reconhecido internacionalmente. Sem contestações.
A mania do brasileiro em só valorizar
o que o que não é genuinamente seu, nada mais significa do que o complexo de
inferioridade que parece ser um traço da personalidade nacional.
Pelé vai morrer glorioso. Com seus
defeitos, é óbvio. Mas com o reconhecimento universal de que foi o maior
futebolista de todos os tempos. E, como ele mesmo disse, sem que ainda vá
existir outro Pelé.
sexta-feira, 23 de outubro de 2020
Estácio, o eterno repórter esportivo
Carlos Estácio começou no rádio aos 12 anos, em 1952. Naquele tempo, só existia a Rádio Clube, ou melhor, a PRC-5 velha de guerra.
Ainda menino, gostava de jogar Celotex, ou o popular “time de futebol de botões” que a meninada curtia muito naquela
época já tão remota.
Morador do bairro da Cidade Velha,
onde também morava Almir Nobre (que era redator dos programas esportivos da
emissora pioneira do Estado), foi convidado a cobrir aquela modalidade amadora
para a PRC-5. Aceitou o convite e passou a cobrir os esportes amadoristas em
geral. Aos 14 anos, já era funcionário da rádio com carteira assinada.
Nos anos 1970 passa a se dedicar à
atividade política, sendo eleito prefeito de Breves, sua cidade natal, por dois mandatos alternados de quatro anos
cada um. Depois, foi eleito deputado estadual em 1982. E parou por ai. Retorna
ao microfone da Clube em 1986.
Nessa entrevista aos alunos de
Comunicação da UFPA há seis o anos, Carlos Estácio conta detalhes de sua
prolongada vida como repórter esportivo e também político na Poderosa.
Os preferidos da mídia esportiva
Resultado lógico na escolha dos três narradores paraenses preferidos de todos os tempos. Seleção feita por 26 de seus próprios colegas d...
-
Minha geração de jornalistas – os iniciados nos anos 1960– parece que não veio fadada à longevidade biológica. Poucos chegaram aos “...
-
Da turma do rádio esportivo no passado (anos 1970 em diante), eu não tinha intimidade com Gilson Faria que faleceu ontem (19/6). Só nos con...
-
Cultura teve uma boa equipe Com o vácuo inesperado provocado pela desativação do Departamento de Esportes da Clube em 1984, a Rádio Cultu...



