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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Luiz Brandão e a Marajoara


A biografia de Luiz Brandão na internet é totalmente omissa quanto à sua passagem pela Rádio Marajoara ao tempo dos “Associados”. O narrador esportivo carioca que veio da Tupi do Rio e ficou por quase cinco anos em Belém, substituiu Jayme Bastos que deixou a conhecida ZYE-20, prefixo que lhe antecedia o nome de fantasia. Um atrito com o diretor de programação da emissora, originou a saída do “neca,neca”. A mesma falha biográfica se observa quanto à sua atuação por longos anos como redator da extinta agencia esportiva Sport Press.

Segundo os dados constantes na internet, ele começou no Hora do Guri, na Tupi, ainda garoto. Interpretava um personagem conhecido como Poky. Na carreira esportiva, a primeira emissora foi a extinta Mauá, em 1940.Onde também narrava lutas de jiu-jitsu esporte que teria praticado quando jovem. Chegou a trabalhar no rádio mineiro na Ubá, da mesma cidade. Ressurge no rádio esportivo carioca através da falecida Guanabara em 1950. Naquela emissora apresentava outros programas de gêneros variados. 

Em 1952 volta para a Tupi e vai trabalhar no jornalismo sob o comando de Gontijo Teodoro e no departamento esportivo que tinha gente famosa como Doalcei Camargo e Afonso Soares, dois nomes de destaque naquele tempo. Foi para a Tamoio que também pertencia aos “Associados” em 1955 sendo o segundo narrador do consagrado Oduvaldo Cozzi que era o titular.

Luiz Brandão chegou a Belém em 1958 e organizou de fato o departamento esportivo da Marajoara. Promoveu concurso para repórteres e demais integrantes do setor. Destacam-se nessa época, Carlos Castilho e Jones Tavares ambos até hoje ainda em atividade.

Depois de retornar ao Rio, Brandão ainda atuou por breve tempo na extinta Mayrink Veiga e depois na Nacional. Além de narrador esportivo, foi disc-jóquei.

Ainda passaria por Belém no final dos anos 70 mas já com a voz comprometida pelo tempo e logo retornaria a sua terra natal. Foi competente dublador de filmes da Telecine, Herbert Richers e nos anos 90 transfere-se para a Sincrovideo. Encerra a carreira de dublador na Delart e, finalmente, na Audio Video. Afasta-se, por doença, definitivamente de todas as atividades em 2003. Não há registro oficial de sua morte, embora alguns de seus contemporâneos na Marajoara garantam que ele já é falecido.

Em Belém, o estilo de Brandão não emplacou, sem contar que ainda enfrentou Edyr Proença, que era considerado um mito na locução do futebol naquele tempo.

"Rasgooouuuuu"!


Foi o bordão que marcou a narração do futebol por parte de Géo Araujo, falecido inesperadamente há pouco mais de um mês. A surpresa aconteceu porque ele se afastara da Rádio Clube algum tempo antes por problemas na vista. Era diabético e cardiopata. Mas não dava tratos às doenças como deveria fazê-lo. Gostava mais de gozar a vida. Comendo de tudo o que aparecesse e lhe provocasse o apetite sempre ativo. Quase voraz. Embora não fosse um glutão.

O coração terminou por lhe pregar o susto fatal, ainda que passando por uma cirurgia mas não resistindo o pós operatório, complicado talvez pela diabetes.

Foram mais de 20 anos de intensa movimentação ao microfone da Poderosa, com constantes viagens pelo Brasil e duas vezes ao exterior. Ele dizia que não fazia diferença entre narrar um jogo no interior do estado ou na Europa. E por isso era considerado na Rádio Clube um profissional cioso de seu trabalho.

Começou aonde terminou: na Educadora de Bragança para onde voltou depois de sair da Clube e apresentava um programa musical à noite. Seu estilo de narrar lembrava um pouco o de José Carlos Araújo nos áureos tempos e as tiradas no ar de Jayme Bastos, com quem trabalhou na Modelo-FM de Castanhal e na extinta Maguary em Belém. Passou ainda pela Cultura, Rauland-FM e Marajoara.

Géo era uma das raras exceções do rádio esportivo de Belém sem as afetações peculiares às “celebridades” do microfone esportivo.

Deixou saudades aos amigos e admiradores de sua narração eletrizante, estilosa e ornamentada por bordões chistosos entre eles o “rasgooouuuu” que antecedia o grito do gol.

Um bom valor que o rádio interiorano revelou para a capital.

sábado, 16 de dezembro de 2017

Titulares do esporte - Anos 80

A jovem (à época) equipe da Marajoara (anos 1980). São falecidos: Jurandir Bonifácio, Jorge Dias, João Adario e Paulo Ferrer.

Os preferidos da mídia esportiva

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